Ranking 2026
115/ 180
Nota: 46,49
Indicador político
79
47,07
Indicador econômico
143
32,96
Indicador legislativo
116
49,90
Indicador social
135
42,61
Indicador de segurança
111
59,93
Ranking 2025
132/ 180
Nota: 42,62
Indicador político
86
46,74
Indicador econômico
154
30,31
Indicador legislativo
123
48,64
Indicador social
138
43,41
Indicador de segurança
132
43,99

As restrições impostas aos jornalistas se intensificaram desde 7 de outubro de 2023 e, durante a expansão da guerra em Gaza para o território libanês, repórteres passaram a ser alvo e foram deslocados. Essa situação se repetiu com a intensificação da ofensiva israelense no país em 2026.

Cenário midiático

Há uma liberdade de expressão real na mídia libanesa, embora o mercado continue a ser controlado por alguns indivíduos filiados a partidos políticos ou pertencentes a dinastias locais. Os canais mais influentes são LBCI, Al Jadeed e MTV, pertencentes respectivamente às famílias Daher-Saad, Khayat e Murr. Al Manar é a emissora oficial do Hezbollah. Os veículos de comunicação digitais independentes são amplamente consultados e desempenham um papel importante no panorama midiático do país.

Contexto político

Apesar de um sólido ecossistema de veículos de comunicação digitais independentes, surgidos antes e depois dos protestos populares de 2019, o panorama midiático é caracterizado pelo controle dos partidos políticos sobre os meios de comunicação, que dependem de investidores e reproduzem a estrutura política libanesa. A imprensa reflete as divisões políticas e comunitárias do país, assim como a vigilância confessional que pesa sobre a mídia.

Quadro jurídico

Um novo projeto de lei para regular os meios de comunicação está em discussão há anos, mas ainda não saiu do papel. A difamação, a calúnia e a difusão de informações falsas constituem infrações penais, embora sua definição seja muito vaga. Há uma preocupante instrumentalização da Justiça, que condena veículos de comunicação e jornalistas ao pagamento de multas. Jornalistas são, com frequência, submetidos a interrogatórios abusivos por autoridades não competentes, o que constitui uma violação à Lei de Imprensa, que limita qualquer procedimento judicial ao tribunal de publicações.

Contexto económico

A mídia sofre com a crise financeira histórica que o país atravessa. A explosão do porto de Beirute, em agosto de 2020, os conflitos de 2024 e de 2026 obrigaram os meios de comunicação a fazerem grandes cortes orçamentários, o que afetou tanto suas atividades quanto suas equipes de trabalho. Nenhum veículo tem autonomia financeira – a maioria depende de financiamento político local ou de subsídios estrangeiros – e as receitas publicitárias são designadas com base em considerações políticas. A precariedade financeira de muitos profissionais da mídia os torna vulneráveis à corrupção e à pressão financeira.

Contexto sociocultural

A opinião pública é predominantemente conservadora, e alguns temas, como a crítica ao patrimônio cultural e religioso, ainda são tabus. Jornalistas e veículos de comunicação que cobrem temas considerados sensíveis – como o sistema bancário, a situação dos refugiados no país ou os direitos das minorias – são assediados e acusados de servir aos interesses ocidentais. Militantes políticos, especialmente os partidários do Hezbollah, se envolvem em campanhas de intimidação, usando o X (antigo Twitter) para ameaçar jornalistas.

Segurança

Inúmeros jornalistas foram atingidos e mortos por bombardeios israelenses desde 2023. Vários outros foram deslocados à força durante o conflito, enquanto outros recebem ameaças de morte diretas por parte do Exército de Israel. Jornalistas que trabalham no país são às vezes alvo de intimidações, ameaças e agressão física por parte de ativistas de partidos locais, em razão de suas reportagens. Além disso, podem ser intimados para interrogatórios ilegais relacionados ao seu trabalho, enquanto a impunidade persiste em todos os casos de jornalistas assassinados no país.