Ásia-Pacífico
Coreia do Norte
-
Ranking 2026
179/ 180
Nota: 12,67
Indicador político
177
11,26
Indicador econômico
178
15,24
Indicador legislativo
174
16,97
Indicador social
180
5,07
Indicador de segurança
178
14,83
Ranking 2025
179/ 180
Nota: 12,64
Indicador político
176
12,18
Indicador econômico
180
11,05
Indicador legislativo
176
16,67
Indicador social
180
9,46
Indicador de segurança
179
13,86

​​A República Popular Democrática da Coreia (RPDC), um dos regimes mais autoritários do mundo, controla rigidamente as notícias e proíbe estritamente o jornalismo independente.

Cenário midiático

A Agência Central de Imprensa da Coreia (KCNA), porta-voz oficial do governo, é a única fonte autorizada de informação para a mídia na Coreia do Norte. O regime controla rigidamente a produção e distribuição de informações e proíbe estritamente o jornalismo independente. Algumas agências de notícias estrangeiras, como Agence France-Presse (AFP) e Kyodo News, estão oficialmente presentes no país, mas operam sob estreita vigilância, o que prejudica sua capacidade de reportagem.

Contexto político

Kim Jong-un, filho e neto dos falecidos ditadores Kim Jong-il e Kim Il-sung, é o líder supremo de um regime totalitário que baseia seu poder na vigilância, na repressão, na censura e na propaganda. Ele garante pessoalmente que a mídia transmita apenas conteúdo que glorifique o partido, o exército e a si mesmo. 

Quadro jurídico

O artigo 67 da constituição norte-coreana prevê a liberdade de imprensa, mas o regime desrespeita sistematicamente este princípio.

Contexto económico

A economia da Coreia do Norte é centralizada e planejada, mas, após uma série de problemas de gestão econômicos ao longo dos últimos anos, o Estado teve de afrouxar seu controle sobre a economia privada. Mais de 400 mercados privados (jangmadang) teriam se desenvolvido pelo país, facilitando a transmissão de informações entre os cidadãos. Filmes e séries de TV sul-coreanos, muito populares, são disseminados por meio de pendrives, apesar das graves sanções que se aplicam a pessoas que sejam pegas em flagrante delito de consumo de informações externas.

Contexto sociocultural

O regime permitiu o uso generalizado de telefones celulares, incluindo smartphones, mas desenvolveu medidas técnicas que permitem o controle quase absoluto das comunicações dentro da intranet nacional. O simples fato de consultar um veículo de comunicação baseado no exterior pode levar a uma estadia num campo de concentração.

Segurança

Devido ao desejo do regime de se isolar completamente do mundo, jornalistas foram presos, deportados, enviados para campos de trabalhos forçados e mortos por se desviarem da narrativa do partido. Em 2017, o governo chegou a condenar jornalistas sul-coreanos à morte à revelia por meros comentários sobre a situação econômica e social do país.