Américas
Belize
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Ranking 2026
66/ 180
Nota: 61,66
Indicador político
74
49,92
Indicador econômico
64
46,23
Indicador legislativo
84
60,20
Indicador social
59
68,32
Indicador de segurança
78
83,64
Ranking 2025
47/ 180
Nota: 68,32
Indicador político
64
53,15
Indicador econômico
61
48,25
Indicador legislativo
77
63,99
Indicador social
21
81,36
Indicador de segurança
6
94,83

Os sucessivos governos de Belize têm se comprometido a manter relações abertas com a imprensa. Contudo, os profissionais da mídia percebem uma certa falta de transparência, enquanto os avanços tecnológicos permitem uma maior facilidade de transmissão da informação.

Cenário midiático

A mídia é muito polarizada em Belize, o que torna controversa qualquer cobertura de notícias políticas ou casos criminais. Alguns jornalistas costumam demonstrar sua lealdade a um ou outro dos dois principais partidos políticos. Os principais jornais independentes do país são o quinzenal Amandala e o semanal The Reporter. Channel 5 e Channel 7 são os canais de televisão de maior audiência. Alguns sites na internet afirmam ser veículos de comunicação profissionais, mas demonstram uma clara parcialidade em relação a um partido político específico. Muitos jovens preferem recorrer a publicações digitais, como o Breaking Belize News, em vez de jornais tradicionais ou programas de televisão.

Contexto político

Belize é uma monarquia parlamentar multipartidária e membro da Commonwealth. O primeiro-ministro é o chefe do governo e o governador-geral é o chefe de Estado, representando o monarca britânico. O país tem uma vida política bastante estável há quatro décadas, com uma alternância de poder bastante regular entre os dois principais partidos políticos. A criminalidade e a política, amplamente cobertas pela mídia, são muitas vezes fonte de tensão entre a imprensa e o governo. As autoridades costumam acusar alguns veículos de comunicação de recorrerem ao “sensacionalismo” para tratar desses temas, o que, segundo eles, colocaria em perigo o turismo, principal motor econômico do país.

Quadro jurídico

O Estado tenta censurar jornalistas e veículos de comunicação excessivamente críticos por meio de intimidação e ameaças de longas e custosas ações judiciais por difamação.

Contexto económico

Não há jornal diário em Belize, o que empobrece a oferta de mídia. Entre os títulos considerados populares, alguns apoiam partidos políticos, mesmo quando pertencem ao setor privado. Os veículos de comunicação independentes estão pouco presentes e o acesso ao financiamento é limitado. A maior parte dos fundos publicitários dos quais os editores de veículos de comunicação dependem vem do governo, sendo muitas vezes distribuídos de acordo com o partido que está no poder. Com o aumento da publicidade online, os veículos de comunicação ficaram menos dependentes dos contratos publicitários individuais com empresas locais. 

Contexto sociocultural

Antiga Honduras Britânica, Belize conquistou a independência em 1981. O país é pouco povoado – tampouco mais de 400 mil habitantes –, mas possui uma das maiores taxas de homicídio por habitante do mundo. A criminalidade e a política são os dois temas mais abordados pela mídia. Embora o inglês seja o idioma oficial, mais da metade da população fala espanhol, que é também a única língua falada por grande parte dos habitantes. Isso limita o acesso à informação para uma grande parcela da sociedade, já que a maioria dos meios de comunicação opera apenas em inglês.   

Segurança

Jornalistas são, ocasionalmente, alvo de ameaças, intimidação e assédio. Essa situação afeta especialmente os profissionais que cobrem casos criminais, que muitas vezes enfrentam ameaças por parte dos acusados ou de seus familiares pela publicação de imagens e artigos.

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